El Pelegrino rumo à Santiago de Compostela pelo Caminho Português


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Viana do Castelo a Caminha - 37 km.




As pousadas da Juventude em Portugal são quase hotéis para um peregrino e devido à baixa estação colocam cada hóspede num quarto. O banheiro é compartilhado, mas quem se importa?!


Quando desci para tomar café, a peregrina americana já estava lá e já tinha tomado o dela. Um tempo depois, quem aparece é a peregrina canadense, quase pronta. Perguntou se nós já estávamos prontos pra sair e dissemos que sim.


Ficou espantada com a nossa prontidão, mas não foi pra isso que viemos? Caminhar, caminhar e caminhar!


A americana se retirou, já foi pegando a mochila que estava encostada num canto e seguiu Caminho, sem ao menos se despedir. Terminei o meu café e me despedi da canadense, pois possivelmente seria a última vez que a veria. Desejei-lhe um bom caminho e fui pegar a mochila que estava no quarto.


Quando desci novamente, a canadense já não estava mais a vista. Enfim, Caminhos... Cada um tem o seu!


Saí caminhando tranquilamente pelas ruas de Viana do Castelo, tirando muitas fotos, pois a paisagem urbana se confunde com a paisagem natural, além de que ainda há o Santuário de Santa Luzia como um dos protagonistas abençoando toda essa beleza.


Fiquei pensando se ia até lá em cima para apreciar ainda mais essa paisagem, mas tive que deixar pra lá, pois ia tomar muito tempo e a meu desejo era chegar até Caminha, ou quem sabe até pegar a última balsa para a Guarda na Espanha.


Quando estava tirando fotos em frente à Igreja da Sé de Viana do Castelo, vem um senhor ao meu encontro indicando para onde seguir e aponta para uma senhora perdida no centro da praça.


“- Aquela ali não está sabendo para onde ir, indique a direção pra ela! Deu vontade de rir quando vi a americana olhando para todos os cantos a procura das setas amarelas”.


Fui ao seu encontro e ela me disse que estava há dez minutos perdida pelo centro de Viana do Castelo, mostrei então uma seta que estava bem na esquina da praça, ela balançou a cabeça e já foi novamente em direção ao Caminho.




Acompanhei e falei-lhe que iria fazer o estilo livre pela manhã, sem seguir as setas as amarelas, iria apenas seguir pela praia como havia feito a nossa amiga canadense no dia anterior. Ela concordou e fomos ao encontro do mar com a ajuda do GPS.


Ao chegarmos à praia ela já foi tomando à dianteira, não tinha como acompanhá-la então seguimos separados. Acho que o fato dela andar muito rápido e na maioria das vezes com a cabeça baixa faz com que se perca muitas vezes, infelizmente as setas amarelas não são tão periódicas como acontece no Caminho Francês.


A Costa de Viana do Castelo é muito bonita, caminhamos uns 12 quilômetros por diversas praias e sempre por passadiços sobre as dunas e calçadões.


Quando chegamos ao final do passadiço e só havia uma maneira de seguir em frente que era andando pela areia da praia, a minha companheira de etapa me aguardava pra decidirmos a alternativa para seguir.


Olhei ao redor e imaginei onde as setas amarelas estariam naquele local, já que não estavam pela praia só poderiam estar do outro lado da estrada e naquele ponto a distância entre a praia e a montanha era pequena, então só poderiam estar num local, perto da Igreja.


Dava pra ver a Igreja Paroquial de Carreço de onde estávamos e naquele exato momento os sinos tocaram anunciando às 12hs. Expliquei para ela o que estava pensando e falei que iria atrás das setas amarelas e ela concordou.


Antes de atravessarmos a estrada N-13 encontramos um bar, onde logicamente paramos pra descanso e um pequeno lanche.


Assim que iniciamos a caminhada já encontramos uma seta amarela, mas fomos a Igreja mesmo assim para ver se estava aberta, infelizmente não. Logo depois, foi um sobe e desce morro que não acabava mais. Toda a moleza da manhã tinha sido deixada para trás e todo o esforço estava nos destroçando.


Eu segui perdido em meus pensamentos, mas era difícil imaginar os peregrinos medievais fazendo aquele Caminho, com uma Costa dessa quem subiria para os morros e as montanhas? Era muito mais fácil caminhar pela areia da praia!


Quando chegamos ao vilarejo de Âncora encontramos duas senhoras que conversavam na rua, bem animadas. Perguntamos se elas sabiam sobre algum albergue, pois alguém havia falado que havia algo por ali.




Infelizmente elas desconheciam qualquer informação, mas nos disseram que se se tivesse algum albergue deveria ser na Vila Praia de Âncora, uns dois quilômetros mais a frente e do outro lado da estrada, assim atravessamos a N-13 mais uma vez.


A partir dali deixamos de seguir as setas amarelas, pois seguiam em outra direção e como a intenção era encerrar a etapa por ali, não demos muita importância. Não sei de onde elas surgiram, mas um pouco mais a frente encontramos as setas novamente.


Eram 16hs e o posto de informações turísticas de Vila Praia de Âncora ainda funcionava. Logo na entrada ganhamos um broche do Caminho de Santiago da Costa e carimbamos a credencial.


A funcionária muito simpática nos mostrou os preços das hospedagens locais, a mais barata €39 em quarto duplo. Pensei na peregrina canadense que estava chegando por aí e elas poderiam compartilhar quarto.


Decidi seguir até Caminha, de acordo com as informações mais oito quilômetros de caminhada, num bom ritmo poderia fazer em uma hora e meia. Fui procurar algum local para comer qualquer coisa, há bastante opção em frente à praia e a vista é de tirar o fôlego.


Havia decidido seguir a praia, pois naturalmente era mais fácil e com o pôr do sol ainda mais gratificante. Não que a minha decisão era contra a marcação das setas amarelas, pois acabei seguindo as mesmas durante todo o trajeto.


Rapidamente o Sol foi desaparecendo no horizonte e pensei que teria que caminhar com lanterna de novo como aconteceu na etapa de Santarém a Monsanto. O pôr do sol me deu ainda bons minutos de claridade, mas o que me surpreendeu foi que em todo o percurso havia luz nos postes, o que ajudou bastante.


Foram duas horas até chegar aos arredores de Caminha e mais 30 minutos para encontrar o albergue. Nada difícil, mas pedi informações na rua a um casal de idosos, e a maneira como me explicaram complicou tudo: “Dobre esta direita, depois à esquerda até lá em cima e quando não der mais pra seguir dobre a esquerda de novo. Como?”.


O albergue fica as margens do Rio Coura e em frente ao Parque 25 de Abril, ao lado funciona uma Cafeteria e que graças a Deus funciona até tarde. O albergue parecia que estava fechado, todo escuro e portas fechadas, uma senhora passava na hora e me disse que deveria ir ao café pegar informações.


O dono do café, muito engraçado, me atendeu com muito bom humor, deu todas as informações de funcionamento do albergue, cobrou-me €5 pelo pernoite e me deu o código da porta de entrada do albergue, o carimbo e o registro eu deveria fazer ao entrar no albergue.



Topografia da etapa do Caminho Português da Costa


Mais uma vez tinha o albergue só pra mim, tomei aquele banho, ajeitei minhas coisas e fui atrás do que comer. Infelizmente no café só snacks e eu precisava de alguma coisa mais consistente para repor as energias, então fui ao centro onde as opções são muitas.


Depois voltei ao café para apreciar umas taças de vinho, enquanto assistia a TV e utilizava o Wi-Fi do estabelecimento.


Amanhã cruzo mais uma fronteira. Adeus Portugal, hola Spaña!





Fotos da Etapa:




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