El Pelegrino rumo à Santiago de Compostela pelo Caminho Português


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Santarém a Monsanto - 30 km.




Antes de iniciar a etapa o peregrino tem que decidir qual a rota que irá seguir para Santiago de Compostela, isso porque é em Santarém que o Caminho de Fátima se afasta do Caminho Português tradicional.


As setas azuis seguem para a esquerda na rotatória central de Santarém e as amarelas para a direita, em direção ao Parque das Postas do Sol onde se encontra a Porta de Santiago.


Seguindo as setas amarelas a próxima etapa segue até Golegã e as azuis até Monsanto. Antes de sair do albergue o peregrino deve pegar algumas informações das etapas que seguem até Fátima, opções de hospedagem e principalmente o telefone de contato para informar que está chegando.


Fui informado que havia opção de hospedagem no Centro de Ciência Viva em Alviela, (reservas pelo tel: 249 881 805), um local bem localizado na Praia Fluvial dos Olhos d'Água do Alviela, cercado pela natureza. Só que sem reserva acabei encontrando tudo fechado e tive que seguir até Monsanto.


Feito o planejamento é só seguir as setas azuis sem medo de ser feliz, a etapa segue com as mesmas características das anteriores, longa demais, e agora aparecem os primeiros desníveis ou morros ao longo das etapas. Em certos momentos verás que são muitos, a perder de vista.


Mas agora o Caminho Português/ Caminho de Fátima sai totalmente do urbano para entrar no ambiente natural, rural e histórico, pois é possível se deparar com vários sítios arqueológicos, calçadas romanas e pequenas vilas.


A tranquilidade é uma das características mais marcantes para quem escolhe seguir o Caminho Português desde Lisboa, pelo menos em algumas épocas do ano, sem ser nas épocas de peregrinação a Fátima onde dizem que mais de 1.000 pessoas seguem por dia até o Santuário.


As setas azuis seguem em direção ao centro religioso de Santarém, onde se encontram as Igrejas de Nossa Senhora da Piedade e Nossa Senhora da Conceição, e também onde se encontra o Museu Diocesano de Santarém. É uma boa opção de visita antes de deixar a cidade e pedir proteção para a etapa que se inicia.


Logo após as setas seguem pela N-114 para virar a esquerda em direção ao subúrbio de Santarém. Lembrando que a etapa é longa, devendo ter umas 6 a 8 horas de caminhada dependendo do peregrino, aconselho que o peregrino esteja sempre de olho na quantidade de água que carrega consigo, um pouco de comida também é uma boa idéia.


Isso porque as opções de restaurante/ bar é quase uma raridade, fontes de água também são poucas pela estrada, então é sempre bom estar preparado. Tentei praticar uma dica que me foi passada em 2010 e parar sempre quando encontrava um local para comer, algumas vezes não fui muito feliz em seguir essa dica. ;o)


Os primeiros dez quilômetros são fáceis, pelo acostamento das estradas ou calçadas das vias urbanas, alguns restaurantes e bares por aqui e por ali, um mercadinho aqui, uma padaria ali, oportunidades para abastecer a mochila.



E assim nos despedimos de Santarém, pedindo as Bençãos de Nossa Senhora!


As setas amarelas e azuis seguem juntas nas marcações do Caminho, isso é interessante e bastante lógico, pois todos os Caminhos seguem para Santiago de Compostela. Alguns peregrinos não se sentem confortáveis em seguir caminhando para Fátima, preferindo visitar o Santuário de ônibus desde Tomar.


Enfim, são opções que cada um faz. Mas avaliando o Caminho de Santiago tradicional e esse pequeno desvio para Fátima é possível verificar que as distâncias são correspondentes. É claro que o Caminho Português que segue para Tomar também tem suas preciosidades como está descrito na etapa disponível ao lado.


Passando pela nacional A1, o Caminho chega à zona rural de Santarém e atravessamos as Quintas com seus vinhedos e oliveiras. Mas não vá fazer como eu de experimentar uma azeitona direta do pé, o sabor não é nada agradável!


Em menos de duas horas de caminhada o peregrino chega a Azóia de Baixo, onde se encontra a primeira opção de hospedagem da etapa, um albergue de peregrinos disponível no Centro Cultural e Recreio Alexandre Herculano. Há também outras três opções de hospedagem na vila, além de restaurante, bar e mercado.


Após um pequeno descanso, as setas seguem em direção ao primeiro morro, nada muito intenso, mas que serve de aquecimento para os próximos. Após quinze quilômetros o peregrino chega em Advagar, onde se encontra um restaurante local e a segunda opção de hospedagem para peregrinos da etapa, no Centro Cultural e Recreativo de Advagar, necessário reserva.


Praticamente a metade da etapa foi cumprida, então cabe ao peregrino decidir seguir adiante ou parar por ali. É claro que a opção de hospedagem no Centro de Ciência Viva de Alviela é mais interessante, mas depende de cada um e a reserva deve ser feita antecipadamente.


Mas a distância a percorrer até o próximo ponto de hospedagem é a mesma percorrida até ali, ou seja, mais três horas de caminhada com nenhum ponto de abastecimento pelo percurso. Então se deve chegar ao Centro antes que o mesmo se encerre, ou fazer a reserva antecipadamente pelo telefone (Informações de contato no mapa).


Bom você deve estar se perguntando o porquê venho lembrando ao peregrino a necessidade da reserva, não é mesmo? Pois é... O problema que nunca fiz reserva no Caminho e não foi diferente quando fiz essa etapa, então quando cheguei ao Centro de Ciência Viva de Alviela estava tudo fechado, eram mais de 18hs e já estava ficando escuro.


Resultado... Tive que caminhar na escuridão, no meio da floresta celular descarregado para acompanhar o GPS e com muita dificuldade para enxergar as setas na mata. Então!!! Não se esqueça de fazer a reserva para que o pessoal do Centro esteja a sua espera!



Albergue de Peregrinos em Azóia de Baixo.


O Caminho que separa as duas hospedagens é bem tranquilo, ainda se encontra algumas vilas como Santos, Casais dos Milhariças, Alzenha, Almeirim, Chá de Cima e os arredores de Amiães de Baixo, mas em nenhum momento é possível ver um bar.


A paisagem segue como as anteriores da etapa, Quintas, Vinhas e Oliveiras. Dependendo da época é possível ver a movimentação do pessoal trabalhando nas plantações, colhendo as azeitonas ou as levando para o as cooperativas da região.


Chegando nos arredores de Amiães as setas seguem em direção ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, área protegida criada em 1979 e tem por objetivo a proteção dos aspectos naturais assim como a defesa do património arquitetônico existente nas serras.


O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros têm várias atrações e é uma boa opção para quem se interessa em desbravar os segredos da natureza, posso dizer que numa segunda visita seria bem vinda!


A caminhada até o Centro não é difícil é só seguir a estrada de terra de acesso. A área é bem arborizada, com a Praia Fluvial dos Olhos d'Água do Alviela disponível para o visitante.


Infelizmente, para aqueles que não fizeram a reserva (tel.: 249 881 805) para ficar por ali e chegarem ao local após o seu fechamento, deve seguir imediatamente para Monsanto, antes que a noite chegue e a escuridão atrapalhe a visão das setas azuis.


Vou dar o meu depoimento da minha experiência depois de chegar ao Centro e encontrar tudo fechado... Cheguei por volta das 17:30hs era outono e a noite já chegava. Apreciei a região, mas nem consegui tirar fotos, pois o celular descarregou e a câmera também.


Ainda bem que trazia duas lanternas comigo, uma de testa e outra de mão, que me auxiliaram bem até chegar a Monsanto. Outro problema que tive foi que não peguei os contatos da Casa Paroquial de Monsanto.


Com muita sorte e ajuda de um senhor que apareceu no bar na entrada da cidade, fui encaminhado para o responsável pela acolhida aos peregrinos, Sr. Jurlindo Godinho Louro, tel: +351 917 610 862.


Após de acertar de nos encontrar às 20hs no bar ao lado da Igreja Paroquial de Monsanto, onde tive a oportunidade de comer alguns bolinhos de bacalhau e tomar uma boa caneca de vinho da região, Sr Jurlindo me apresentou as dependências da Casa Paroquial, onde Graças a Deus tive uma ótima noite de sono.



Topografia da 4ª etapa do Caminho Português


A Casa Paroquial possui colchonetes, duchas quentes e cozinha equipada, é acostumada a receber grandes grupos que seguem para o Santuário de Fátima. A Casa funciona com recursos de doação.


Depois de uma etapa cheia de aventuras e incertezas de que eu conseguiria um local para dormir tranquilamente, deixei uma doação bem generosa!


Dois aprendizados que tive nessa etapa... Só descansar depois que chegar ao local de hospedagem e me informar mais sobre os locais de hospedagem, principalmente a necessidade de fazer a reserva para o pernoite!


Próxima etapa... De Monsanto a Fátima!



Fotos da Etapa:




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