El Pelegrino rumo à Santiago de Compostela pelo Caminho Português


Etapas Caminho
Português:

Caminho Fátima

Caminho Central

Caminho Português
Central

Caminho Costa

Caminho Central

Caminho Português

Caminhos:



Padron a Santiago de Compostela - 29 km.




Acordei mais cedo do que nos outros dias, não sei se por ansiedade ou por causa do amigo peregrino da cama ao lado que roncava alto e sem parar.


Levantei eram 05h50, peguei a mochila, saco de dormir, bota, bastões, recolhi as roupas que estavam penduradas na cama e fui pro andar de baixo me organizar.


Fui seguindo por dois peregrinos coreanos e pela dupla de peregrinos que se perderam em Portela. Falei-lhes sobre tentar chegar antes da missa do peregrino, acharam boa idéia.


Em 20 minutos estava pronto para caminhar, me despedi dos que estavam por ali e Desejei-lhes um “Buen Camino”!


Quando saí do albergue tive vontade de voltar, estava frio e com uma névoa cobrindo a cidade, a idéia de tirar uma foto panorâmica de Padrón pela manhã já não era possível.


Eu havia estudado o percurso da etapa na noite anterior, o GPS marcava 20 km até Santiago, a guia de Antón Pombo quase 22 km e o hospitaleiro informou serem 21 km o trajeto.


Na dúvida me programei para caminhar 25 km, caminhando a 4km/h que é a minha média, chegarei em Santiago na hora da missa do peregrino.


A estratégia era fazer poucas paradas e tirar fotos apenas do que for importante. Talvez o nascer do sol, se é que ele daria as caras naquele dia nublado e com nevoeiro.


A primeira parada básica foi numa cafeteria de Padrón, que por sorte já estava aberto naquela hora da manhã, infelizmente foi ali que esqueci meu cantil de água, mas tudo bem, pois eu o substituí pela garrafa de água mesmo.


As setas amarelas iam em direção a Igreja de Iria Flávia não muito longe dali. Na primeira travessia da carreteira uma placa indicava a distância de 16 km a Santiago e 1 km de Padrón.


Fiquei mais animado com essa informação e fiz a travessia da carreteira em direção a Igreja. Infelizmente as fotos não ficaram boas por causa da escuridão e a visita só é possível mais tarde.




O Caminho seguia novamente para o outro lado da carreteira, novamente uma placa indicava a distância de 17 km à Santiago e 2 km de Padrón. Como assim?! Tá aumentando? É isso mesmo? O GPS continuava a marcar os 20 km, ou seja, não saí do lugar.


O Caminho seguia paralelo à carreteira e descia em direção à escuridão. Olhei mais adiante e vi um bar na beira da carreteira, sabia que o Caminho atravessava novamente a carreteira mais a frente e segui em direção ao bar.


Pedi uma garrafa grande de água e tomei mais um café com leite para esquentar. Olhei no guia e vi que as setas não estavam muito longe dali e continuei seguindo a carreteira.


Olhei para a escuridão a minha esquerda imaginando por onde andavam as setas. No primeiro cruzamento elas apareceram fazendo-me atravessar novamente a estrada.


Uma pequena parada na Igreja de Escravitude, a primeira com boa visibilidade, às 08h30 da manhã. Verifiquei a distância até Santiago e não tinha diminuído muito.


Com duas horas de caminhada o mínimo eram 7 km percorridos, mas de acordo com o GPS ainda faltavam 15 km. Pelo menos ainda tenho chances, pensei. Continuei a seguir as setas imaginando para onde elas me levariam, é claro que para mais uma travessia da carreteira, a última do dia.


Encontrei com os dois peregrinos espanhóis, falaram que se perderam na saída de Padrón e que os coreanos foram para o outro lado. Ri da situação, pois não era só eu que estava em dificuldades ali. Tentei acompanhar a marcha deles, mas desisti logo em seguida, não queria que a tendinite voltasse.


Não caminhei muito e cheguei ao vilarejo de Téo, onde o hospitaleiro do albergue Catro Canos havia sugerido de ficar. Mais uma vez, não sabia se era sorte ou azar não ter vindo até aqui, pois o albergue estava fechado.


Faltavam poucos quilômetros de acordo com o marco com a Vieira, 6,740 metros até a Catedral, eram 11h13. Vai dar tempo de chegar, eu pensava.


Depois dali foi um sobe e desce danado. Tinha quase certeza que o pessoal que demarcou o Caminho Português não gostava dos peregrinos.


O Caminho é pra seguir a Costa e mandam para os morros, etapas muito longas com as distâncias todas erradas e agora isso, impossível chegar antes da missa do peregrino.




Essa minha insatisfação me fazia caminhar mais rápido, não que fizesse diferença, pois o relógio já marcava às 12h00. Ao chegar aos arredores de Santiago já era possível ver as torres da Catedral. Tive que relaxar, pois a perna deu sinais de dor pelo esforço demasiado.


Não tinha mais o que fazer, a missa estava perdida, só a de mais tarde agora. Continuei seguindo as amarelas até que chegar num ponto onde há dois morrões indicando duas direções a seguir.


Tá de brincadeira?! Pensei e ri da piada de muito mau gosto. Peguei o Caminho da esquerda, pois o GPS indicava ser o mais curto. Já estava muito cansado pra ficar dando voltas, não sei se foi a escolha certa, mas em pouco tempo me encontrava no Parque da Alameda.


Aqui o peregrino deve tomar a Rua do Franco a esquerda em vez da Rua do Vilar, onde as setas indicam a direção. Indo por esse Caminho fica mais fácil chegar a Praça do Obradoiro.


O marco “Zero” está no meio da praça aguardando o encerramento de mais uma peregrinação. É claro que, se pode gritar, chorar, correr, jogar mochila para o alto, pois são essas as demonstrações emotivas mais comuns para os que chegam a frente à Catedral de Santiago de Compostela.


Devido as questões de segurança, não é possível entrar na Catedral com a mochila nas costas e por mais que o peregrino ache que tem esse direito, infelizmente, não tem!


Então o jeito é seguir para a Oficina de Acolhida ao Peregrino, que atualmente mudou para um novo endereço e que está demarcado no mapa para as formalidades e pegar a “Compostela”, se o peregrino tiver sorte o seu nome pode vir escrito em latim, não é o meu caso.


Há uma nova versão da “Compostela”, com declaração da distância percorrida, não que isso importe, pois a distância que eles colocam são as mostradas pelo Google Maps e não a realmente percorrida. Particularmente eu acredito que um trabalho de medição deve ser feito urgentemente em todos Caminhos.


Se o peregrino não for ficar na cidade pode deixar a mochila na Cosigna da Oficina enquanto passeia por Santiago, mas se não tiver feito reserva pode ir a Oficina de Turismo de Santiago para verificar as opções de hospedagem.


Muitas senhoras ficam aguardando os peregrinos passarem para distribuir seus cartões de hospedagem, são locais agradáveis e às vezes é possível negociar o valor do pernoite. Eu acabei ficando com um quarto na pensão quase em frente à antiga Oficina por 22€. Não estava mal, cama grande, janela para a rua e aquecedor. Só o banheiro que ficava fora do quarto, mas estava bom para mim!


Após um banho quente para relaxar é hora de almoçar no Manolo, último menu do peregrino. Manolo é o restaurante mais frequentado pelos peregrinos e possui a maior variedade de pratos de Santiago.



Topografia da etapa do Caminho Português


De barriga cheia é hora de visitar a Catedral de Santiago seguindo pela Porta do Peregrino, Praza de Cervantes, Praza da Inmaculada e a passagem que leva a Praza do Obradoiro, seguindo os passos do Caminho Francês.


E assim finalizo mais um Caminho rumo à Santiago de Compostela. Espero que tenham gostado tanto quanto eu!


Obrigado a todos pela atenção, se gostaram das informações e foram úteis para você, dá um “like” e “compartilha” a página nas suas redes sociais! Obrigado mais uma vez e Buen Camino!





Fotos da Etapa:




Clique aqui para ver os Albergues da etapa!

  • 00 - Albergue xxxx
  • Endereço:
    Localidade:
    Telefone:
    E-mail:
    Site: #
    Propriedade: Privado
    Administração: Privado
    Manutenção:
    Obs: