El Pelegrino rumo à Santiago de Compostela pelo Caminho Português


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Mealhada à Águeda - 29 km.




A etapa começa um pouco confusa, isso porque se o peregrino sair muito cedo fica difícil encontrar algum lugar para o pequeno-almoço, ainda mais se o restaurante que atende ao albergue de peregrinos estiver fechado, como aconteceu comigo.


Então se você tiver comprado algo no dia anterior, aproveite as dependências do albergue, senão a única alternativa aparece após oito quilômetros de caminhada, num posto de gasolina em Anadia.


O casal de peregrinos tinha uma caixa de cereais, uma garrafa de leite e bananas na mochila, tudo comprado no dia anterior no centro de Mealhada e muito antes de chegar ao albergue. Espertinhos!


Posso dizer que não sou muito fã de caminhar de barriga vazia, mas como a única opção era caminhar para trás, em direção ao centro de Mealhada, para encontrar algum café ou bar para o pequeno-almoço, o jeito foi caminhar com fome.


Outra dica que peguei com o casal foi em relação ao planejamento do “Caminho” deles. Como eles não tinham muito tempo para caminhar todo o Caminho Português, pois já haviam completado o Caminho Francês e foram até Finisterra, estavam percorrendo alguns trechos em Portugal até chegar ao Porto. E Mealhada conta com uma estação de “Comboio” até o Porto e era isso que eles fariam nesse dia.


Em 2011 eu percorri o Caminho Francês com o meu cunhado e fiz o Caminho de Fátima de Santiago ao Porto nessa mesma temporada. Segui as setas amarelas ao revés pela Galícia e as azuis quando cheguei Valença. Foi uma experiência bem desafiadora, me perdi umas três vezes, tive uma pequena lesão no meu pé direito, mas cheguei.


Uma das americanas estava no seu segundo Caminho numa mesma temporada, ela aparentava estar muito bem, mas isso só ela poderia dizer. Só sei que é muito duro para o corpo que implora por um descanso, mas cada um sabe o seu limite e segue de acordo com a sua cabeça. Enfim, tem que se estar preparado!


As setas amarelas nos encontram novamente na saída do albergue de Mealhada, em direção as redondezas de Mealhada onde o Caminho entra por uma trilha à esquerda em meio a uma área de manejo florestal.


Chega-se ao vilarejo de Alpalhão, mas sem vislumbrar nenhum café para o pequeno-almoço, o jeito é continuar a caminhar, agora por área rural. Não muito distante chegamos aos arredores do povoado de Aguim, mas também nada de encontrar algum lugar para o desayuno.


Ainda por área rural, o peregrino segue em direção a Anadia. O primeiro encontro é com um centro esportivo de altíssima qualidade, que faria qualquer amante de futebol a bater uma bola naquele gramado. Mas peregrino deve continuar a caminhar rumo à Santiago de Compostela.




Após passar pela primeira rotonda em frente ao Cineteatro de Anadia e seguindo em direção à segunda rotonda o peregrino passa por um posto de gasolina, do lado esquerdo da estrada, onde enfim poderá ter o seu tão sonhado café da manhã, com direito a croissant e café com leite.


Anadia possui uma ampla rede de comércios, infelizmente todos fora do trajeto demarcado pelas setas amarelas, então se o peregrino precisar de algum serviço bancário, ou algo da farmácia, poderá ir ao centro da cidade e retornar ao trajeto posteriormente em Arcos, praticamente na saída da cidade.


Uma coisa é certa nessa etapa... O peregrino não precisa se preocupar muito com fontes de água, são três ao total, a primeira na saída de Anadia, a segunda em Avelãs de Caminha e a terceira um pouco depois de Brejo.


Seguindo em direção a Avelãs de Caminho por asfalto e zona meio Rural e meio Urbana o peregrino tem uma opção para almoço, só que fora do trajeto do Caminho Português, então se estiveres com fome ao chegar na travessia da estrada nacional N-1 ou IC-2, dê uma olhadinha mais pra trás e poderá ver um restaurante na beira da estrada.


E logo após a travessia da estrada encontramos a segunda fonte de água potável, com uma área de descanso no largo Nossa Senhora dos Aflitos, nome muito sugestivo para o peregrino.


Renovado após o descanso, seguimos as setas amarelas em direção de Aguadela, sem antes passar pelo vilarejo de Póvoa do Salgueiro, escola de samba do meu coração, me remetendo as lembranças do Rio de Janeiro e do carnaval brasileiro.


Deixando as lembranças de lado, o peregrino segue pela Rua Alto da Póvoa, onde na verdade deveria ser Estrada Alto da Póvoa considerando a sua extensão, essa rua liga o vilarejo de São João de Azenha a Aguadela e justamente no fim dela é possível encontrar um bar, onde é claro, o peregrino pode efetuar uma parada estratégica, descansar alguns instantes e seguir para o último trecho até Águeda.


É verdade que cada um tem a sua perspectiva do Caminho e os fatores ambientais fazem com que cada peregrino tenha a sua própria experiência. Caminhar num dia de sol e totalmente diferente quando se caminha num dia de chuva, isso por que temos a cabeça direcionada para direções opostas, dias de sol para cima e dias de chuva para baixo.


Pode ser também que num determinado dia, um determinado comércio esteja fechado e isso pode atrapalhar o planejamento do peregrino. O certo é estar preparado e seguir em frente, sempre!




Digo isso para destacar a diferença do meu dia para a das peregrinas americanas, elas tiveram muita dificuldade em se alimentar e descansar durante a etapa, além de terem se perdido num trecho da etapa. Outro fator de dificuldade para elas era a comunicação, afinal a língua portuguesa é diferente do espanhol e muitos portugueses não falam o básico do inglês, ou seja, elas estavam numa grande aventura. E elas, mesmo com toda a dificuldade que encontraram seguiram e conquistaram mais uma etapa.


Voltando para o Caminho, as setas nos levam para o povoado de Aguada de Baixo, onde nos arredores da Igreja é possível encontrar todo o tipo de comércio, inclusive uma padaria/ pastelaria/ cafeteria, ou seja, um local para descanso, também se encontra uma farmácia em frente à Igreja.


Chega-se aos arredores de Águeda, onde o peregrino deve atravessar toda a área industrial da cidade. Não é um dos melhores cenários, mas é um trecho curto pela Estrada Real até a Ladeira do Atalho, nome interessante para um trecho onde eu tinha certeza que poderia ser atropelado.


A estrada segue por entre dois paredões enormes e nenhum local para o pedestre caminhar, mas posso dizer que a beleza compensa todo o pânico de atropelamento, sem falar que no final da ladeira é possível encontrar a terceira fonte do dia.


Sobrevivendo a passagem do atalho, o peregrino praticamente já está com os dois pés em Águeda e a vista do balneário do Rio de mesmo nome da cidade é impressionante. A etapa chega ao fim e fecha com chave de ouro.


Daí ao albergue são outras conversas, já que o albergue de peregrinos de Águeda está fora do traçado do Caminho Português de Santiago. Ou seja, a partir da ponte que atravessa o Rio Águeda, o peregrino deve seguir a N-1 até chegar ao albergue. O Caminho Português segue paralelamente a rodovia.


No dia seguinte é só seguir novamente pela rodovia que as setas estarão aguardando o peregrino mais a frente.



Topografia da 13ª etapa do Caminho Português


O albergue de peregrinos de Santo Antônio em Águeda funciona nas dependências do Hotel Residencial Celeste. Uma área reservada exclusivamente para os peregrinos, com serviços e preços diferenciados. Posso dizer que fui muito bem recebido e atendido nesse local, verdadeiro hotel cinco estrelas para peregrinos.


As amigas peregrinas chegaram bem, apesar de toda a dificuldade do dia. O casal seguiu para o Porto a fim de aproveitar mais a cidade. Após ter a roupa lavada e tido uma boa refeição no final da etapa, só me restou o descanso.


Amanhã, outro dia, outra etapa... Amanhã sigo para Albergaria-a-Velha!




Fotos da Etapa:




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