El Pelegrino rumo à Santiago de Compostela pelo Caminho Português


Etapas Caminho
Português:

Caminho Fátima

Caminho Central

Caminho Português
Central

Caminho Costa

Caminho Central

Caminho Português

Caminhos:



Grijó ao Porto - 21 km.




O hospitaleiro de Grijó passou na noite anterior no Albergue para carimbar as nossas credenciais e dar-nos instruções para quando fossemos deixar as instalações, que era basicamente fechar a porta de entrada.


Como essa era a última etapa antes do Porto, a ideia era chegar cedo e como a etapa teoricamente é curta daria bastante tempo para curtir a cidade. Eu havia combinado de encontrar uma amiga peregrina, Tânia Lamarques, que conheci em 2011 quando fiz o meu segundo Caminho Francês.


Tânia além de peregrina trabalha como Couch, Reiki e Viagens Terapêuticas. Tem experiência absurda no Caminho Português, além de tê-lo feito pelo menos uma dezena de vezes sozinha e com grupos. Tânia se tornou uma parceira importante para o site, pois ela atende todos os peregrinos que procuram nossa ajuda em Portugal.


Saímos juntos do albergue, quatro peregrinos, e nos despedimos de mais uma morada. O pequeno-almoço iria esperar, pois como eu e as duas peregrinas não havíamos visitado o Mosteiro de Grijó no dia anterior, nós iríamos visita-lo antes de seguir o Caminho.


O peregrino espanhol teve a sorte de encontrar as portas do mosteiro abertas, nós não. Tivemos que nos contentar com a beleza externa da fachada e dos jardins, mas de acordo com o espanhol o interior é muito melhor. Não pudemos discordar!


Assim a missão era comer algo no pequeno-almoço para então seguir as setas amarelas até o Porto. Não andamos muito para encontrar um Café. Após a primeira refeição era hora de se despedir, pois cada peregrino caminha num ritmo diferente.


O espanhol caminha num ritmo muito acelerado, uma das americanas acelerado, a outra caminha normal e eu caminho lentamente. Então, como todos já conheciam a rotina de caminhada do grupo, despedimo-nos e cada um caminhou “solo”.


A etapa em si não é difícil, de acordo com o cartão do albergue de Grijó, são apenas quinze quilômetros para se chegar ao Porto. Se bem que nem todas as informações sobre o Caminho Português foram verídicas até agora, ainda mais se eu for comparar a quilometragem do Guia com o do GPS.


Acredito que o erro da quilometragem é que o Google Maps marca a distância entre duas cidades linearmente, não incluí as diferenças de relevo, a altimetria, já quando a caminhada é marcada pelo aplicativo a coisa é outra e a diferença às vezes assusta.




Mas deixando as diferenças de lado, voltemos ao Caminho Português. Saindo do Mosteiro de São Salvador de Grijó as setas seguem pela rua do mosteiro, passando em frente ao cemitério, mais a frente pelo posto dos Correios e entram a direita na Rua da Guarda. O que o peregrino faz realmente, é dar a volta pela muralha do Mosteiro e pegar um desvio a esquerda depois da rua do “Cabouco”.


O terreno é plano e asfaltado, então se o peregrino quiser manter um ritmo acelerado nos primeiros quatro quilômetros eu diria que é uma boa idéia, pois não há muito que se ver nessa primeira hora de caminhada, apenas casas e poucos carros transitando pela manhã.


A partir daí o Caminho começa a pegar uma pequena ladeira tendo o seu pico máximo, 285 metros de altitude, quando o peregrino alcança oito quilômetros e meio de caminhada, ou após duas horas de iniciar a etapa. O Caminho Português se encontra na Serra das Canelas, onde é possível encontrar e caminhar por alguns trechos da Antiga Estrada Romana.


Na descida da serra já é possível escutar e ver o vai e veem dos carros nas cercanias de Vila Nova de Gaia. A cidade vai ganhando forma, a calma dos pequenos vilarejos fica para trás e o elaborado de cruzamentos de estradas nacionais aparece pela frente.


Primeiro as setas amarelas se cruzam com a Nacional A-29 e em seguida com a Nacional A-1, onde seguem por uma rua paralela a N-222 até a estação do metrô de Santo Ovídio. As setas amarelas desaparecem da vista do peregrino nesse cruzamento, mas é só continuar pela mão direita da Avenida República para encontrá-las novamente.


São um pouco mais de três quilômetros até a estação do metrô do Jardim do Morro, o peregrino que quiser economizar energias ou ganhar tempo pode fazê-lo pegando uma carona de metrô, não há vergonha e nada de importante será perdido, pois esse trecho é totalmente urbano e comercial, nada de interessante.


Chegando ao Jardim do Morro, o peregrino tem uma das vistas mais bonitas da cidade do Porto, a paisagem colorida da cidade, o contraste da Ribeira e da Cidade Alta são motivos para várias fotos no local. Sem falar na travessia do Rio Douro pela Ponte Luís I, com uma vista mais do que privilegiada de toda a extensão da Ribeira.


Como de se esperar fui o último peregrino do nosso pequeno grupo a chegar ao Porto e as peregrinas americanas estavam sentadas numa pequena mesa de bar, logo após a ponte, me esperando. O espanhol já havia partido momentos antes, conversamos sobre os planos de seguir rumo a Santiago de Compostela para o nosso pequeno grupo continuar junto.


Eu já havia decidido que ficaria no Porto por dois dias para descansar um pouco, visitar alguns locais na cidade, pegar informações e tirar muitas fotos. Uma das americanas estava precisando também de um descanso e assim nós decidimos dois dias de vacaciones!




A Igreja da Sé fica logo após a Ponte Luís I e até aqui as setas são pacientemente nossas guias. Hora de carimbar a Credencial do Peregrino e pegar informações sobre hospedagem.


Atualmente já existe um Albergue de Peregrinos na cidade, mas na época só havia a opção no Albergue de Peregrinos – Seminário Vilar, local simples, mas todo equipado para receber os peregrinos. As americanas seguiram para um hostel que se apresentara com o espírito do Caminho, mas que na prática não foi muito isso. Enfim, escolhas!


Hoje em dia as opções são outras e após uma pequena pesquisa no site da Via Lusitana resolvi colocar as opções recomendadas no Mapa do Google, além de uma em especial por eu ter me hospedado por duas vezes nesse local e por ter tido uma ótima experiência ali, Gallery Hostel, também marcado no mapa.


Após a Igreja da Sé, as setas amarelas praticamente somem, então para que o peregrino não se sinta perdido, assim como eu, marquei no mapa um traçado em amarelo para guiar o peregrino de volta ao Caminho Português.


Eu chamo esse trecho de caminho das Igrejas, pois é praticamente isso que fazemos, andamos da Igreja da Sé para a Igreja de Santo Antônio, em seguida para a Igreja dos Clérigos e por fim para a Igreja do Carmo, onde é possível reencontrar com a seta amarela pintada na sinalização vertical de trânsito.


A sinalização para o Caminho Português da Costa praticamente é inexistente no Porto, mas como o próprio nome indica é só seguir o leito do Rio Douro para encontrar as primeiras setas mais adiante.


Há muita coisa pra se ver e fazer no Porto, então algumas dicas, pegue um mapa da cidade na Oficina de Turismo que fica em frente a Igreja da Sé, retorne a Igreja para uma visita mais calma, a visita é barata e bem interessante, passeio de barco pelas sete pontes também é bem legal, visite a Ribeira no final do dia, ótimo local para jantar.


Não se esqueça da Torre e Igreja dos Clérigos, Livraria Lello, Igreja de Santa Clara, o interior da estação de trem de São Bento, Museu Diocesano de Arte Sacra e Arqueologia, isso tudo só no entorno da Igreja da Sé, num raio de 500 metros. E não estou nem falando de vinhos por que é muito assunto.



Topografia da 17ª etapa do Caminho Português


Enfim, isso é Caminho Português, arte, cultura e culinária portuguesa, além de que a cidade do Porto é Patrimônio da Humanidade da UNESCO, então cabe o peregrino descobrir os seus encantos. Além disso, há outros assuntos a pensar... Qual o Caminho a seguir? O Caminho da Costa ou o Caminho Central?!


Te espero na próxima etapa! Até lá!






Fotos da Etapa:




Clique aqui para ver os Albergues da etapa!

  • 00 - Albergue xxxx
  • Endereço:
    Localidade:
    Telefone:
    E-mail:
    Site: #
    Propriedade: Privado
    Administração: Privado
    Manutenção:
    Obs: