El Pelegrino rumo à Santiago de Compostela pelo Caminho Português


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Coimbra a Mealhada - 32 km.




As regras do albergue de peregrinos de Coimbra são rígidas em relação ao horário, exatamente às 8hs uma senhora entrou na sala de convivência e praticamente nos convidou a retirada.


Ainda bem que eu havia acordado cedo e o peregrino que rumava em direção à Fátima já estava quase pronto, então nos despedimos rapidamente e seguimos os nossos caminhos. Ele ainda ficou aprontando a mochila na parte externa do Mosteiro.


Apesar do tempo nublado a temperatura estava bem agradável, então nada de casacos ou capa de chuva nesta hora pela manhã. A única preocupação era encontrar um local para o pequeno-almoço e não faltam opções.


Logo na avenida principal que acessa a ponte de Santa Clara já se encontra um Café e após a ponte as opções aparecem em quase todas as esquinas, então não há pressa, pois os melhores locais são as padarias, onde se pode ter um bom café da manhã a preços bem mais baratos.


Recomendo que além de reforçar no pequeno-almoço o peregrino esteja preparado para a caminhada do dia, que além de longa oferece poucos recursos durante o dia, um lanchinho para viagem é sempre uma boa ideia.


As setas amarelas estão bem escondidas nas esquinas de Coimbra, como comentei anteriormente, a primeira pode ser vista na esquina da Rua dos Gatos, no Largo da Portagem, seguindo em direção a Igreja de São Tiago.


Há também a opção de seguir pelo leito do Rio Mondego até o viaduto da Nacional A-31, onde se encontra facilmente as setas amarelas e a continuação do Caminho Português.


Esta dica foi dada por um morador local que disse que antigamente era por ali que os peregrinos seguiam, além de ser um caminho mais curto do “oficial” é muito mais fácil de não se perder.


E foi justamente no cruzamento por debaixo do viaduto que encontrei as duas peregrinas americanas, elas atravessaram Coimbra praticamente na intuição, pois não encontraram nenhuma seta amarela até ali, só estiquei um dos meus bastões e indiquei uma seta a nossa frente.


Ambas abriram um largo sorriso, agradeceram e seguiram a passos largos. Como caminho lentamente, desejei-lhes “Buen Camino” e as vi se distanciando aos poucos.



Delícias para o pequeno-almoço em Coimbra!


É engraçado como as setas amarelas são importantes para nós peregrinos, afinal nós não carregamos muito em nossas mochilas por acreditarmos fielmente que as setas amarelas nos levarão de etapa a etapa em segurança, onde encontraremos locais apropriados para nos alimentarmos e para pernoite, os albergues.


Apesar das etapas do Caminho Português serem bem longas, até o momento não havia decepcionado. É claro que a estrutura ainda não chega nem perto do Caminho Francês, mas é equiparado ao Caminho do Norte ou Via da Prata.


A paisagem, clima e relevo também são outros fatores que favorecem muito a expansão do Caminho Português. A paisagem varia entre o urbano, rural e florestal, o clima é muito mais ameno e o relevo muito mais amigável, com um morro mais íngreme de vez em quando.


Acredito que em pouco tempo a popularidade do Caminho Português será comparável ao do Caminho Francês, melhorando ainda mais a infraestrutura em prol do peregrino, principalmente entre as etapas de Lisboa ao Porto.


Voltando a etapa do dia, facilmente chega-se a Trouxemil, 11 km de Coimbra, onde se encontra um Café-bar e Mercado, ou seja, se não tiver nada para comer é hora de se abastecer. Na pequena vila também se encontra uma pequena Igreja em devoção a São Tiago, com uma estátua em homenagem ao Santo logo em frente.


A etapa continua em ruas asfaltadas em direção à estrada IC-2 e atravessando o vilarejo de Sargento Mor, onde se pode encontrar bar e um pequeno mercado.


O peregrino segue pelo acostamento da estrada até um desvio à esquerda no Largo da Feira, onde as setas seguem por uma trilha em meio à zona de reflorestamento controlado.


Nessa zona é possível encontrar desvios de acordo com o trabalho do pessoal, deve-se ter bastante atenção e respeitar a sinalização de segurança. Ao atravessar a área de reflorestamento chega-se a uma estrada secundária, onde o peregrino deve dobrar a direita em direção ao pequeno vilarejo chamado “Mala”, totalizando 22 km de caminhada.


No vilarejo é possível tomar um lanche no Café Lala que fica numa das ruas que cruzam o Caminho, Rua Ti Quita. Talvez seja uma boa opção antes de partir para o último trecho da etapa.


Ainda por estradas asfaltadas, o peregrino segue em direção ao vilarejo de Vimieira, onde posteriormente segue por estrada de terra em zona rural e praticamente chega-se a Freguesia de Mealhada.



Vista da etapa entre Coimbra e Mealhada.


Aí o peregrino pensa que o albergue está próximo, pensa no banho quente, na cama que lhe aguarda, mas ainda faltam de quatro a cinco quilômetros até esse sonho se tornar realidade, pois o albergue está localizado na saída da cidade.


Mas tudo bem, se o tempo estiver bom o passeio por Mealhada é bem interessante, apesar de que os pontos de interesse estão do outro lado da IC-2 e fora do itinerário marcado pelas setas amarelas.


É claro que, se o peregrino decidir ficar alojado juntamente com os Bombeiros Voluntários de Mealhada a distância é muito menor, pois o quartel fica bem no centro do vilarejo, próximo a Igreja Paroquial e ao Cineteatro Messias.


Seguindo as setas amarelas em direção ao albergue, o peregrino passa pela Esplanada de Mealhada, onde está localizada a Câmara Municipal, o Tribunal da Comarca e o comércio local.


Por incrível que pareça, nesse ponto ainda faltam dois quilômetros para se chegar ao albergue, então se estiver com fome o precisando comprar algo, medicamentos ou suprimentos, essa é a hora.


As setas amarelas nos levam para o outro lado da rodovia, onde atravessam o Parque da Cidade e direciona o peregrino para a entrada do albergue de peregrinos de Mealhada.


O albergue conta com dezesseis camas e uma boa área de convivência, além de restaurante anexo, onde se pode ter além do almoço o pequeno-almoço do dia seguinte. Nos arredores ainda se pode encontrar outros restaurantes que ficam nas margens da estrada nacional.


Se o peregrino estiver cansado, pode caminhar pela estrada IC-2 até o albergue desde a rotatória que antecede Mealhada, isso fará com que economize pelo menos dois quilômetros de caminhada.


Enfim, há alguns desvios desnecessários que aumentam os quilômetros das etapas do Caminho Português, é sabido que a intenção principal é retirar o peregrino dos acostamentos das estradas portuguesas, mas cabe a cada um decidir qual caminho seguir.


A etapa é longa, mas sem muita dificuldade, deve-se lembrar de carregar água e iniciar a etapa mais cedo para tentar aproveitar um pouco de Mealhada, lembrando de que se quiser visitar os pontos interessantes antes de chegar ao albergue (todos marcados no mapa).



Topografia da 2ª etapa do Caminho Português


Assim termina mais uma etapa, no meu caso, devido à chuva que foi intensa durante todo o dia, cheguei muito cansado e totalmente molhado. As americanas chegaram logo após e um tempo depois mais dois peregrinos se juntaram a nós, um rapaz da Austrália e sua companheira da Irlanda.


Próxima etapa... Águeda, 29 km!





Fotos da Etapa:




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